Os peritos do Estado iniciam greve geral nesta segunda-feira. A decisão, tomada na sede do Instituto de Identificação desde a última segunda-feira, foi uma resposta da categoria à posição “antidemocrática” do governador Cid Gomes de não abrir diálogo. Para o coordenador do MOVA-SE, João Batista Silva, a intransigência do governo levou a PEFOCE a caminhar para a sua primeira greve geral, o que significa dizer que ficarão comprometidos os seguintes serviços: a emissão de carteiras de identidade, os laudos periciais e os laudos de medicina legal (que sem os auxiliares não podem ser feitos).
Os peritos e auxiliares são responsáveis pelos levantamentos periciais de natureza diversas, desde os exames em locais de crime, acidentes, perícias especializadas (Fonética, Balística, Documentoscopia, Informática, DNA), bem como a elaboração de laudos e a responsabilidade por esse trabalho tanto na esfera criminal quanto judicial.
O QUE QUEREM OS PERITOS
1 – Equiparação salarial à média dos estados brasileiros. Até mesmo em relação a estados do Nordeste como é o caso da Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte os peritos cearenses estão em desvantagem.
2 – Redução das distorções salariais. Por terem acentuadas diferenças salariais em três categorias de peritos, PERITO LEGISTA (farmacêuticos e odontólogos), PERITO CRIMINAL (equipes de local de crime, engenheiros, contadores, analistas de sistemas), PERITOS CRIMINAIS AUXILIARES (mesmas especialidades dos anteriores), que exercem funções equivalentes. “O laudo pericial é a soma do trabalho do perito legista, perito criminal e do perito criminal auxiliar, portanto os três devem ter o mesmo peso e o mesmo salário. É assim em todo o país menos no Ceará. Aqui, cada uma dessas três categorias de peritos têm vencimentos diferenciados”, denuncia o coordenador do MOVA-SE, João Batista Silva.
3 – Condições dignas de trabalho (principalmente no SVO onde a pericia forense vem funcionando precariamente desde que o IML foi desativado)

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