PMCE investiga o tiroteio com soldados na favela

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Coronel Jarbas Araújo, chefe do Estado-Maior, acompanhará a investigação
FOTO: KELLY FREITAS
Três oficiais terão a missão de investigar o caso e, ao final, opinar se os praças devem ou não ser expulsos da PM

O Comando Geral da Polícia Militar determinou a abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar o incidente em que dois soldados da Corporação são acusados de invadir uma favela, causar tumulto no local com disparos de armas de fogo e, por fim, balear um dos moradores.

Em entrevista à Reportagem, na tarde de ontem, o comandante geral adjunto da PM e chefe do Estado-Maior da instituição, coronel Jarbas Araújo dos Santos, revelou que três oficiais deverão ser nomeados até amanhã (quinta-feira) para compor o grupo que irá apurar o fato. "Os oficiais deverão, no fim da apuração, dizer se os investigados têm ou não condições morais de permanecerem na Corporação", adverte.

O caso envolveu os soldados Saulo Assis Fernandes de Sousa, componente do grupo Raio (Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas) e Jardel Maia Alves, destacado no Batalhão de Policiamento Comunitário (o Ronda do Quarteirão). Armados com pistolas particulares, de calibre 380ACP, eles invadiram a Favela Baixa Pau, na comunidade do Poço da Draga, na Praia de Iracema, na madrugada da última segunda-feira e, durante um tumulto, balearam o morador Ednilson Vasconcelos Vieira, 43, que recebeu um tiro abaixo do peito esquerdo. Ele permanece internado no IJF-Centro.

As versões sobre o caso são contraditórias. Os moradores da favela afirma que os PMs, à paisana, foram até lá com o propósito de comprar drogas. Como não conseguiram, passaram a atirar a esmo. O morador estava em casa dormindo, e ao acordar diante dos estampidos, abriu a porta para ver o que acontecia, quando foi baleado.

Assalto
Os dois PMs foram detidos por uma patrulha do Batalhão de Policiamento Turístico e, ao serem ouvidos no 34º DP (Centro), disseram que sofreram uma tentativa de assalto quando trafegavam pelas proximidades da favela. Decidiram, então, perseguir os assaltantes e trocaram tiros com eles.

Segundo o coronel Jarbas, a apuração do caso tem prazo máximo de 60 dias, quando os oficiais farão um relatório final.

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