O Comando da Polícia Militar do Rio de Janeiro informou, em nota, que afastou das atividades operacionais os policiais suspeitos de abusar sexualmente de uma mulher na Favela da Rocinha, Zona Sul da cidade. A cúpula da corporação também determinou à sua corregedoria a abertura de Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso. Os policiais envolvidos devem ficar fora das ruas ao menos até o fim dessa investigação.
Nesta sexta-feira, o site de VEJA revelou que a 14ª DP (Leblon) investiga a denúncia de que quatro policiais militares teriam cometido o estupro no final da tarde da última quarta-feira, próximo à Rua 2 da favela. O grupo, lotado no Batalhão de Choque (BPChoque), teria flagrado a mulher cometendo furtos na favela. Detida, ela teria sido levada para um beco, onde sofreu abuso sexual.
As investigações são conduzidas pelo delegado Gilberto Ribeiro, que já enviou à Justiça o pedido de prisão temporária dos quatro, com base no depoimento e no laudo do exame de corpo de delito realizado pela mulher.
Procurado por VEJA, o delegado avisou que não falará sobre o caso. A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro divulgou nota na qual informa que a Corregedoria Geral Unificada (CGU) da Secretaria de Segurança está, desde a quinta-feira, acompanhando junto à 14ª DP, e que vai abrir Procedimento Administrativo Disciplinar para apurar os fatos.
De acordo com a nota, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, determinou à CGU "o máximo de rigor nas investigações relacionadas a esse caso".

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